{"id":2596,"date":"2018-09-06T17:20:48","date_gmt":"2018-09-06T17:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/?p=2596"},"modified":"2018-09-06T17:20:48","modified_gmt":"2018-09-06T17:20:48","slug":"cego-so-bengala-2003-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/cego-so-bengala-2003-2\/","title":{"rendered":"Cego s\u00f3 Bengala &#8211; 2003"},"content":{"rendered":"<h4>por Daniela Labra<br \/>\nS\u00e3o Paulo, agosto de 2003<\/h4>\n<p>As estruturas-esculturas da s\u00e9rie <em>Grades<\/em>, de Raul Mour\u00e3o, s\u00e3o fruto da pesquisa cotidiana que o artista desenvolve sobre elementos rueiros: c\u00e3es, sinaliza\u00e7\u00f5es, objetos bizarros, gradis, frases. Interessado na sobreposi\u00e7\u00e3o de materiais e na interse\u00e7\u00e3o de suportes e formas, Mour\u00e3o tem no seu trabalho um ponto de conflu\u00eancia de muitas refer\u00eancias e experimenta\u00e7\u00f5es. Sua obra se d\u00e1 em meios diversos como o v\u00eddeo, pintura, fotografia, escultura, desenho e performance, sem que ele, no entanto, busque se enquadrar numa determinada modalidade de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Raul observa as surpresas visuais e sensoriais que a cidade oferece e, sempre armado com uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, registra o ins\u00f3lito do mundo urbano que muitas vezes escapa ao olhar do passante menos atento. As fotos apresentadas junto com <em>Grades<\/em>, fazem parte da s\u00e9rie <em>Drama.doc<\/em>, de registros dessas imagens colhidas nas ruas.\u00a0 Numa par\u00f3dia provocativa, Mour\u00e3o recorta determinada situa\u00e7\u00e3o do panorama geral da urbe e a cola no espa\u00e7o f\u00edsico reservado \u00e0 Arte. Sobre seu particular fasc\u00ednio com grades, o artista explora n\u00e3o s\u00f3 a quest\u00e3o social embutida na hist\u00e9rica import\u00e2ncia dada a essas estruturas, mas principalmente o lado pl\u00e1stico do absurdo anti-est\u00e9tico de muitas constru\u00e7\u00f5es que acabam por transformar-se em \u201csub-arquiteturas\u201d, em nome de uma seguran\u00e7a refor\u00e7ada. Tendo o cotidiano como fonte de cria\u00e7\u00e3o, o artista cr\u00ea que os objetos da rua falam sobre o mundo e para ele.<\/p>\n<p>A cidade nos serve diariamente um banquete de visualidades e sensa\u00e7\u00f5es mas, acostumados com aberra\u00e7\u00f5es ao redor, passeamos inc\u00f3lumes pelas vias congestionadas de sujeiras e maravilhas, e esquecemos que tudo o que se v\u00ea \u00e9 produto e conseq\u00fc\u00eancia de n\u00f3s mesmos. Al\u00e9m do p\u00fablico treinado para a Arte, a obra de Raul Mour\u00e3o tenta chamar a aten\u00e7\u00e3o daqueles que ro\u00e7am diariamente o caos e n\u00e3o percebem, e que aceitam absurdos urbanos porque simplesmente n\u00e3o os reconhecem como um corpo doente em seu pr\u00f3prio entorno social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Daniela Labra S\u00e3o Paulo, agosto de 2003 As estruturas-esculturas da s\u00e9rie Grades, de Raul Mour\u00e3o, s\u00e3o fruto da pesquisa cotidiana que o artista desenvolve sobre elementos rueiros: c\u00e3es, sinaliza\u00e7\u00f5es, objetos bizarros, gradis, frases. Interessado na sobreposi\u00e7\u00e3o de materiais e na interse\u00e7\u00e3o de suportes e formas, Mour\u00e3o tem no seu trabalho um ponto de conflu\u00eanciaContinue reading &rarr;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2596"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2597,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2596\/revisions\/2597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.raulmourao.com\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}