O mundo antes do disparo – 2018
por Luisa Duarte
Quando vi pela primeira vez as esculturas de Raul Mourão nas quais os seus conhecidos Balanços se equilibravam sobre diferentes garrafas de vidro vazias, foi como se me deparasse com uma espécie de estranho familiar. A garrafa desempenhava ali o papel de um intruso em território.. →
Bala perdida – 2018
por Guilherme Gutman
Bala perdida.
ou
“Não admitir, em nenhum caso, a poesia”1 ou
Desde que existe arte, existe o desejo de destruir arte.
Sobre um filme de Raul Mourão.
A espera pelo que está por acontecer é tão ou mais angustiante do que quando o tiro.. →
Você está aqui – 2016
por Cauê Alves para exposição Você Está Aqui
São Paulo, junho de 2016
A sentença Você está aqui, título da mostra, geralmente é encontrada em mapas e sistemas de localização. Trata-se de uma indicação de um local preciso dentro de um esquema maior. Mas essa afirmação.. →
O que você vê? – 2015
por Fernanda Lopes para exposição Su Casa
Nova York, Outubro de 2015
Em 1964, Frank Stella afirmou sobre suas pinturas: “O que você vê é o que você vê.” A frase exemplifica o que é considerado um dos princípios do movimento minimalista. Em Su Casa, Raul Mourão parece.. →
Ver o visível – 2015
por Eucanaã Ferraz para a exposição FENESTRA
Março de 2015
Nessa nova mostra, Raul Mourão mais uma vez investe no difícil casamento entre acaso e construção. Uma atitude não se sobrepõe à outra e, antes, fazem-se na tensão entre ambas, criando-se com tal retesamento soluções.. →
A grade, o grid: o duplo – 2014
por Francisco Bosco para a exposição MOTO
Fevereiro de 2014
O motor da obra de Raul Mourão – a partir de certo estágio de formulação em que a obstinação das questões indicia a consolidação de um olhar, um gesto, uma singularidade – é, no meu entender, uma tensão que se.. →
Tração Animal – Exposição – 2012
por Luiz Camillo Osorio para a exposição Tração Animal
Tração Animal apresenta um conjunto de obras recentes de Raul Mourão. A escultura sempre foi o seu ofício, mas as imagens e a rua empurravam o fazer escultórico e sua preocupação com o volume e a gravidade para a fluência da.. →
Tração Animal (texto para o catálogo da exposição) – 2012
por Luiz Camillo Osorio para o catálogo Tração Animal
Tração Animal apresenta um conjunto de obras recentes de Raul Mourão. A escultura sempre foi o seu ofício, mas as imagens e a rua empurravam o fazer escultórico e sua preocupação com o volume e a gravidade para a fluência da vida… →
Entrevista com Raul Mourão para o livro MOV – 2010
Ateliê Raul Mourão
conversa via skype com Maria do Carmo Pontes (Londres) e Frederico Coelho (Rio de Janeiro)
Outubro de 2010
Maria do Carmo: A Rosalind Krauss tem um texto lindo sobre grid, em que fala sobre a presença dele na pintura do século XX, do grid como emblema da modernidade… →
Aberto para balanço – 2010
por Frederico Coelho para a exposição Movimento Repouso
Desde 2010 Raul Mourão vem trabalhando com esculturas cinéticas. Sua pesquisa sobre materiais e movimentos trouxe uma nova rota estética para sua obra. Em uma trajetória marcada pelo ecletismo de meios e frentes de ação, Raul mergulhou.. →
Elogio da instabilidade (prelúdio a uma colisão provável) – 2010
por Jacopo Crivelli Visconti
“A arte é o que torna a vida mais interessante do que a arte…”Robert Filliou
Passear pelas obras de Raul Mourão é um pouco como andar na rua: dá para ouvir a voz da cidade, sentir sua presença, tocar suas grades, suas casas, sua natureza sufocada;.. →
Do ferro ao afeto – 2010
por Felipe Scovino
A primeira vez que tomei contato com a série Balanços de Raul Mourão foi em setembro do ano passado durante os ensaios da Intrépida Trupe para o espetáculo Projeto: Coleções. Mourão estava começando a experimentar os primeiros trabalhos dessa série (que apesar dele.. →
Chão, parede e gente – 2010
por Frederico Coelho
I
A exposição está aberta e parada. Passo a passo, você entra na sala e pisa na certeza de que tudo está no lugar. Seu olhar confiante não procura mais o chão ao andar pelo recinto de uma galeria. Tem apenas que encarar as obras. E lá estão elas. Em sólida.. →
Raul Mourão, a gentil arte de burlar – 2007
por Paulo Herkenhoff no livro ArteBra
março de 2007
Um conjunto heterogêneo de obras de Raul Mourão enlaça o olhar com ironia. Mourão opera com a subtração da regra e formas gentis de sua transgressão. O artista desestabiliza. Tudo será objeto de ironia, do poder ao medo. Cada.. →
Samba da pizza – 2006
por Bernardo Mortimer
Rio de Janeiro, Abril de 2006
O presente passa, o presente muda, a obra-de-arte fica. E o Lula? Que dia é hoje mesmo? Ah, sim. Mais do que um tanto faz, é a surpresa do mentiroso, ou pior, do arauto da verdade da transmissão ao vivo da vez. O tempo passa, e o.. →
Freud explica Lula? – 2006
por Paulo Roberto Pires
publicado no site No Mínimo
Fevereiro de 2006
Comprei um Freud de pelúcia. É um Freud velho, é verdade, mas por isso mesmo parece experiente. Tem barba branquinha, óculos de aros grossos e fica sempre sentado, enfatiotado num terninho preto. Espero.. →
Luladepelúcia – 2005
por Daniela Labra
Rio de Janeiro, agosto de 2005
Estamos vivendo tempos de perplexidade e estupor. Novamente, fomos pegos de surpresa. Entretanto, ao contrário do que se pode imaginar, esta série criada por Raul Mourão, que tem como base a imagem do presidente Luís Inácio Lula da.. →
Um trabalho de coragem – 2005
por André Sheik
Rio de Janeiro, novembro de 2005
Luladepelúcia é um trabalho corajoso. Fazer arte requer uma certa dose dessa qualidade, mas nem todos os trabalhos de arte trazem essa característica. Raul Mourão se arriscou e isso por si só já é muito bom. Fazer arte não é brincadeira,.. →
Um elefante incomoda muita gente… – 2005
por Paulo Reis
Rio de Janeiro, outubro de 2005
Brasil é um país onde o Surrealismo não fez escola. O Brasil é um país por demais surrealista, onde o real sempre suplantou a fantasia, para que o sonho e o automatismo pudessem ditar normas. A ópera bufa foi montada desde a chegada.. →
O Lula não é de verdade, o Lula é de pelúcia – 2005
por Fausto Fawcett
Rio de Janeiro, Outubro de 2005
Todos sabem que o Brasil é um abismo que nunca chega. Um paiol de crises e vertigens calcadas em escravidões, colonialismos, plutocracias patrimonialistas, enfim, núcleos de excelências cercados por forças do atraso burocrático,.. →
Ninguém sabia – 2005
por Andre Eppinghaus
Carioca, tricolor, empreendedor criativo.
Rio de Janeiro, outubro de 2005
Este trabalho foi apresentado a mim por Raul Mourão em julho deste ano. Naquele agradável almoço em Ipanema, eu me tornara mais um dos privilegiados a saber. Se poucos sabiam, muitos.. →
A obra de arte na era da reprodutibilidade provocante – 2005
por Piu Gomes
Brasília, outubro de 2005
Se você lembrou de Walter Benjamin e seu famoso ensaio que sacudiu o meio artístico e fez todos repensarem a produção cultural, não foi por acaso. A nova obra de Raul Mourão, Lula de Pelúcia, também parte do princípio da reprodução para.. →
Um boneco de Dorian Gray – 2005
por Marcelo Pereira
Rio de Janeiro, outubro de 2005
Luladepelucia foi imaginado por Raul Mourão no início do governo Lula. O Brasil vivia, naquele momento, um entusiasmo pela figura do novo mandatário. Tal entusiasmo, inédito na história recente do país, era expresso pelos mais.. →
drama.doc – 2004
por Guilherme Bueno
Junho de 2004
Raul Mourão, artista convidado para a segunda edição dos Projetos Especiais do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, apresenta a exposição Drama.doc, uma série de fotografias de detalhes arquitetônicos, e um conjunto de esculturas realizadas.. →
Os signos ásperos – 2004
por Agnaldo Farias
São Paulo, março de 2004
Pensemos no jogo de futebol, esporte que o artista cultua e pratica com denodada bravura, na alegria antecipada da carona, na fila do ingresso, no alarido da turba abalroando-se, apressada em descobrir os lugares correspondentes, nos olhares.. →
Pequenas frações – 2003
por Paulo Venancio Filho
Rio de Janeiro, novembro de 2003
O que está nesta exposição de Raul Mourão provém, com certeza, de um sensor em movimento constante pelo ambiente social altamente saturado que, após captar determinado objeto ou situação, e inspecionar detidamente materiais,.. →
Cego só Bengala – 2003
por Daniela Labra
São Paulo, agosto de 2003
As estruturas-esculturas da série Grades, de Raul Mourão, são fruto da pesquisa cotidiana que o artista desenvolve sobre elementos rueiros: cães, sinalizações, objetos bizarros, gradis, frases. Interessado na sobreposição de materiais.. →
Carga Viva – 2002
Texto do catálogo da exposição com José Bechara
na Celma Albuquerque Galeria de Arte em Belo Horizonte
por Fernando Cocchiarale
Rio de Janeiro, junho de 2002
À primeira vista parece não haver qualquer afinidade entre a pintura de José Bechara e a escultura de Raul.. →
Os 90 – 1999
Texto parcial do catálogo da exposição coletiva Os 90
por Iole de Freitas
Paço Imperial, Rio de Janeiro, dezembro de 1999
Estive na casa de Rodrigo – Cabelo – há alguns dias. Linhas sobre panos vermelho, preto, branco. Desenhos intermináveis que instalam um continuum no.. →
Cartoon – 1999
por Piu Gomes
Rio de janeiro, 1999
A cena é clássica: do alto, o objeto pesado despenca em cima do personagem, que estatelado fica a ver estrelas no ar. CARTOON transporta a ironia de um dos ícones do cinema de animação para o espaço da arte. Um corpo sem cabeça, literal paletó.. →
Um lugar que não existe – 1996
Por Marco Veloso, Novembro de 1996
“I want to extend my art perhaps into something that doesn’t exist yet”, esta afirmação de uma conhecida escultora norte-americana diz quase tudo o que eu gostaria de colocar ao lado desta exposição de Raul Mourão. Sinceramente, vi muito pouco o.. →
Preto no branco e/ou – 1994
por Paulo Herkenhoff – Texto do folder da exposição coletiva
10 de maio a 19 de junho de 1994
Galeria da Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Amador Perez, Anna Maria Maiolino, Franz Weissmann, Maria do Carmo Secco, Mira Schendel, Manoel Fernandes, Raul Mourão
Esta.. →